Thiago Furtado (Foto: Suyane Mesquita)

 

“O Casulo e a Borboleta”, curta-metragem piauiense de Thiago Furtado, recebeu o Prêmio Especial Destaque Criativo na Mostra Nacional do Festival Goiamum Audiovisual. O filme mostra a jovem transexual Ana Paula (Kaio Rodrigues) e sua mãe Lúcia (Edithe Rosa), em uma sociedade ainda marcada pela transfobia.

Thiago Furtado, que, nasceu no povoado Tapera, município de Araioses no Maranhão e hoje vive e trabalha em Teresina, é formado em Comunicação Social Pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Ele iniciou no audiovisual ainda na academia, quando produziu o curta “O Signo da Solidão”, e o documentário “Ampulheta – Memórias de areia e vento” (2016), seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que já lhe rendeu alguns prêmios. Também produziu o curta “Solar” (2017).

Thiago integra, junto de Jonathan Dourado, Javé Montuchô, Filipe Silva, Martins Peres e Luma Alves o Coletivo VDC, que assina a produção de “O Casulo e a Borboleta” que foi gravado pela Madre Filmes.

Aos 29 anos, Thiago não gosta de autointitular-se cineasta. “Sou, no máximo, um realizador audiovisual. E roteirista”. Ele concedeu uma entrevista ao Entrecultura, onde falou mais sobre o curta premiado.

Assista ao trailer de O Casulo e a Borboleta:

Sinopse:

Após certo tempo longe de casa, a filha de Lúcia (Edithe Rosa) retorna para buscar o restante de seus pertences. Enquanto as duas colocam as roupas em uma mala, mágoas, arrependimentos e dores são escancarados até revelar onde Ana Paula (Kaio Rodrigues) se refugiou para poder sobreviver a rejeição e a transfobia.

Djair Prado com info. entrecultura