A crise econômica nacional que atingiu o Brasil nos últimos anos gerou desemprego, fez a economia recuar e a renda cair em boa parte do país. Desde 2015, o Governo do Maranhão tem lançado mão de recursos para reduzir os efeitos da crise no Estado, atuando em diversas frentes.

De acordo com estimativa do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), com base nos últimos dados do IBGE e da LCA Consultores, houve um aumento de 2,1 milhões de pessoas no contingente de extremamente pobres em todo o Brasil entre 2015 e 2017.

Cerca de 72% deles estavam na Região Nordeste, o que tornou ainda mais importantes as ações do Estado para minimizar o impacto negativo. Deu resultado: o Maranhão teve em 2017 o maior crescimento econômico entre todos os Estados.

E isso foi combinado com a geração de postos de trabalho. O Maranhão foi o segundo Estado do Nordeste a criar mais empregos com carteira assinada em 2017. O cenário se repetiu em março deste ano, o período mais recente medido pelo Ministério do Trabalho.

R$ 80 milhões em estímulo

Entre as ações para gerar emprego e renda na Região Metropolitana de São Luís, por exemplo, estão o Mutirão Rua Digna, o Cheque Minha Casa e o Mais Empregos.

O Rua Digna usa a mão de obra dos próprios moradores – que são remunerados – das vias onde o mutirão atua. São mais de 160 ruas em mais de 25 cidades contempladas até agora.

O Cheque Minha Casa estimula o comércio a contratar ao garantir valores de R$ 5 mil para compra de material de construção usado na reforma e na ampliação das moradias. Foram 4 mil famílias beneficiadas na primeira fase. A segunda fase começa em breve.

Já o Mais Empregos paga parte do salário de novos funcionários contratados com carteira assinada nas empresas maranhenses.

Esses três programas, juntos, mobilizaram R$ 80 milhões, principalmente na geração de oportunidades de emprego e renda na construção civil.

Mais IDH

Além disso, o Governo Flávio Dino lançou ações para reduzir a pobreza rural e urbana em todas as regiões do Estado, incluindo as cidades do Plano Mais IDH, que concentra uma série de medidas para melhorar a qualidade de vida nesses 30 municípios com os índices sociais mais frágeis do Maranhão.

Houve uma série de investimentos na construção de escolas, obras em saúde, água e saneamento, moradia rural e incentivo à produção agroalimentar, entre outros.

Também houve a construção e a operação de sete novos grandes hospitais no Estado, mais de 750 mil atendimentos da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma), 2.500 quilômetros do Mais Asfalto, aumento de mais de 60% no saneamento básico, ampliação da oferta de água, contratação de 1.500 professores por concurso público, média de 3.500 nomeações de policiais e aumento salarial para diversas categorias.

Além de qualidade de vida, essas ações também geram emprego e renda.

Menos recursos federais

Tudo isso foi feito com a redução de R$ 1,5 bilhão de transferências federais garantidas pela Constituição para o Maranhão. “Não resta dúvida que o colapso do gasto federal em suas múltiplas vertentes afetou mais que proporcionalmente os Estados das Regiões Norte e Nordeste”, diz o presidente do Imesc, Felipe de Holanda.