O filho do deputado estadual Edson Araújo (PSL) pode estar por trás de um gigantesco esquema de cobrança indevida de taxas para pescadores  terem acesso à concessão do seguro-defeso no Maranhão.

Wolmer de Azevedo Araujo que se diz pré-candidato a deputado federal, comanda junto com o pai, um dos maiores currais eleitorais do Maranhão: a Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Maranhão (FECOPEMA).

Atual assessor Jurídico da entidade, Wolmer que é Advogado, sabe-se lá como consegue ser dois em um, também ocupa o cargo de secretário parlamentar no Quadro de Pessoal da Câmara dos Deputados, lotado no gabinete do deputado Julião Amin (PDT), mandato hora exercido pelo primeiro suplente Deoclides Macedo  (PDT).

Espécie de chefão FECOPEMA, Womer é morador de nada menos que uma cobertura num luxuoso prédio da Península da Ponta D’Areia, em São Luís, avaliada em milhões. O advogado vive um momento financeiro tão bom que tornou-se empresário do ramo de medicamentos.

O “servidor” da Câmara dos Deputados é, ainda, quem controla nos mínimos detalhes a vida política do pai.

Edson Araújo, por sua vez, está licenciado do cargo de presidente da FECOPEMA por conta do mandato que ocupa na Assembleia Legislativa, desse modo, usa dois laranjas para assinar documentos extremamente escabrosos da entidade, sobretudo atas e cheques.

Estima-se que nos últimos anos a entidade tenha arrecadado valores superiores a R$ 10 milhões, decorrente de uma fabulosa “taxa sindical” cobrada no valor de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) para cada um dos 160 mil “pescadores maranhenses” habilitados na Previdência Social para receberem o seguro-defeso.

Não bastasse esse volume de recurso, das mais de 170 Colônias filiadas à FECOPEMA, todas ainda têm que, obrigatoriamente, pagar 12% de pro-labore ao mês, dinheiro esse calculado da arrecadação local de cada entidade.

E como tudo isso é operacionalizado? Esses detalhes, e tantos outros fatos escandalosos, conto num próximo post…

Domingos Costa